quarta-feira, 18 de maio de 2011

"Parem de associar qualidade de educação com professor em sala de aula."

Uma declaração que fala por todos os professores do Brasil



Na realização de audiência pública sobre a educação em Rio Grande do Norte, Amanda Gurgel se prenunciou não somente em nome dos professores daquele estado. Vemos em sua declaração a realidade de muitos professores pelo país, como a precarização e desvalorização do trabalho docente.

Greve na rede municipal pública de Fortaleza

"Ô Luizianne, chegou a hora. Ou paga o piso ou não piso na escola!"

Esse é o grito de guerra entoado pelos professores da rede municipal de ensino em Fortaleza. A categoria está em greve desde o dia 28 de abril. As principais reividicações por parte dos docentes é o pagamento do piso salarial, que já está garantido por lei (uma luta epopéica, diga-se de passagem), a redução da carga horária, por eleições diretas para diretores das escolas municipais (acreditem, o cargo ainda é por indicação), correção do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), prestação de contas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Greve é o direito de qualquer categoria no nosso país. Houve a necessidade da jornada de lutas, visto a ameaça do não cumprimento da lei do piso salarial. Não há uma aproximação por parte da gestão municipal em negociar a fim de terminar a greve, mostram-se resistentes por algo que já está sancionado pelo governo federal (isso é uma vergonha).
·         Mobilização: o calendário da jornada de lutas
Os grevistas vão fechar hoje (18), pela manhã, o cruzamento entre as Avenidas da Universidade e Treze de Maio. Na quinta-feira (19), pela manhã, realizam uma nova assembleia na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), para definir os rumos do movimento. “Estamos esperando ainda pela Justiça, já que o Poder Judiciário foi provocado para que a Prefeitura pague o Piso Nacional dos Professores, e atenda nossa pauta de reivindicações”, informou Wellington Monteiro.