"Ô Luizianne, chegou a hora. Ou paga o piso ou não piso na escola!"
Esse é o grito de guerra entoado pelos professores da rede municipal de ensino em Fortaleza. A categoria está em greve desde o dia 28 de abril. As principais reividicações por parte dos docentes é o pagamento do piso salarial, que já está garantido por lei (uma luta epopéica, diga-se de passagem), a redução da carga horária, por eleições diretas para diretores das escolas municipais (acreditem, o cargo ainda é por indicação), correção do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), prestação de contas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Greve é o direito de qualquer categoria no nosso país. Houve a necessidade da jornada de lutas, visto a ameaça do não cumprimento da lei do piso salarial. Não há uma aproximação por parte da gestão municipal em negociar a fim de terminar a greve, mostram-se resistentes por algo que já está sancionado pelo governo federal (isso é uma vergonha).
· Mobilização: o calendário da jornada de lutas
Os grevistas vão fechar hoje (18), pela manhã, o cruzamento entre as Avenidas da Universidade e Treze de Maio. Na quinta-feira (19), pela manhã, realizam uma nova assembleia na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), para definir os rumos do movimento. “Estamos esperando ainda pela Justiça, já que o Poder Judiciário foi provocado para que a Prefeitura pague o Piso Nacional dos Professores, e atenda nossa pauta de reivindicações”, informou Wellington Monteiro.