quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Evento de lançamento do livro "Atividades para o ensino da Língua Portuguesa"



Olá, pessoal. 

No dia 26 de setembro haverá o lançamento do livro "Atividades para o ensino da Língua Portuguesa" organizado pela Dra. Ana Maria Iório Dias. 

Mais uma obra para enriquecer a prática docente. 






terça-feira, 17 de setembro de 2013

A ciência e a cozinha




Um dos objetivos do sistema de ensino formal é que os conteúdos ensinados em sala de aula tenham aplicabilidade no cotidiano. Desse modo, alguns professores de Química e Biologia usam o ato de cozinhar como estratégia para demonstrar as reações químicas e biológicas. 

A professora de genética Adlane Vilas-Boas, do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (ICB–UFMG) compartilha desse modo de estratégia: 

“É preciso aproveitar a curiosidade dos alunos ao redor de algo que todos gostam”. Da mistura dos ingredientes ao pão assado, o aluno vê diante dele várias etapas de conhecimento científico — pode visualizar no microscópio as proteínas da farinha de trigo, que no movimento de sovar a massa passam por reações necessárias à formação do glúten. E que substância é essa? É uma proteína responsável pela elasticidade da massa produzida com farinha de trigo. O amido vai embora e sobra o glúten, que é uma substância emborrachada.Na biologia, o professor pode explorar o sistema nervoso, como funciona a química dos receptores para o gosto e o olfato. Sabe o cheirinho bom de bolo assado ou bife acebolado? Pois então, é um exemplo de química que os alunos desconhecem. “Em altas temperaturas, a mistura de proteínas e carboidratos resulta em moléculas voláteis, que vão para o ar e instigam o nosso olfato”, explica Adlane. 

Professor de química do Colégio Técnico da UFMG, Alfredo Luís Martins Lameirão Mateus diz que a culinária pode ser usada como atividade prática para experimentação e explorações. Se bem usada, segundo ele, pode levar o aluno a entender melhor como funciona a ciência, e ver a química como algo ao seu alcance, que acontece o tempo todo ao seu redor.

“As coisas que acontecem no dia a dia são mais familiares, os materiais são em geral baratos e fáceis de conseguir, os experimentos são mais seguros — alguns são até comestíveis — e as pessoas em geral têm curiosidade sobre o assunto”, comenta.

O ciclo de aprendizagem na cozinha pode incluir ainda o sistema digestório e as reações químicas dos alimentos no organismo. “Boa parte dos alunos tem muita curiosidade pela ciência”, afirma o professor Mateus. “Em uma situação mais informal, sem ter de memorizar fórmulas e realizar cálculos repetitivos, eles demonstram bastante interesse pelo assunto.”

Quer saber mais sobre o assunto? No Portal do Professor você pode conferir diversas atividades que envolvem ciências e culinária. 

Fonte: Portal do MEC

domingo, 15 de setembro de 2013

Luz, câmara e educação




Nesta sessão, traremos dicas de filmes com a temática educação. Começamos hoje com este longa sensível e emocionante "A Língua das Mariposas".

Ficha técnica
Filme: A Língua das Mariposas
Direção: José Luís Cuerda
Gênero: Drama
Produção: Espanha, 1999
Premiação: Recebeu o Prêmio Goya de melhor roteiro adaptado.




Em meio a efervescência política no período antecedente a ditadura de Franco, “A Língua das Mariposas” conta a relação de amizade e construção de saberes entre Moncho e o seu professor Don Gregorio.
Moncho é uma criança de 7 anos que vai passar pela experiência de ir pela primeira vez à escola. Temeroso de que haja castigos corporais, o menino questiona ao seu irmão se há mesmo esse tipo de conduta por parte dos mestres. No momento que o irmão afirma que já fora castigado, Moncho fica mais receoso pelo o que está por vir.
Atendendo aos temores, Moncho passa pela experiência traumatizante de ser caçoado pelos colegas de sala já no primeiro dia de aula, fazendo com que o menino fugisse da escola e com o desejo de não voltar.

O professor Don Gregorio, preocupado e atencioso, vai até à casa do aluno e pede desculpas pela situação vexatória que Moncho passou e, a partir desse momento, os dois estreitam laços fraternos e admiração mútua.
A cada dia que Moncho assiste as aulas, sua percepção sobre o mundo é ampliado à luz do processo de ensino e aprendizagem e isso é trazido em especial, nas aulas acampais, em meio à natureza.
            Convicto de seus conceitos políticos e de sua função social, Don Gregorio é atuante em sua profissão e disposto a ensinar e também aprender com seus alunos, apesar de sua enorme experiência na prática docente. O comprometimento com o ensino é destacado na cena em que o pai de um aluno o “direciona” para que o mestre use o autoritarismo em sala de aula para que o seu filho aprenda Matemática e “presenteia” a Don Gregorio dois frangos vivos. Incomodado com essa situação, o mestre devolve ao aluno os regalos.

            Por fim, a ditadura franquista eclode na pequena vila, em especial na família de Moncho, e republicanos, comunistas ou pessoas simpatizantes as ideias esquerdistas são perseguidas e presas. Isso faz com que, a título de sobrevivência, a família de Moncho adote uma postura de ir contra aqueles que antes eram seus amigos e admiradores do regime republicano na Espanha; e, dentre os presos, está Don Gregório, o mestre que Moncho admirava tanto.

            O filme deixa uma lacuna no final, uma reflexão de que os choros e as palavras do aluno foram de tristeza para enfatizar que não esqueceria o que apendeu com Don Gregório ou de total repúdio pelo fato do professor assumir seu posicionamento político, devido à sua convicção progressista e libertadora.

            O filme nos leva refletir como a prática docente deve ser trabalhada na discussão de ideias, incentivar o aluno ao pensamento crítico e autônomo, que o professor não está alheio ao contexto político e social no qual está inserido e como sua vivência pessoal e sua visão sobre o mundo influenciam e determinam o seu trabalho.  

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

É hora da produção


Eventos científicos são oportunidades de formação e troca de experiências. Segue abaixo a relação de eventos que serão realizados nos próximos meses. 

VI Colóquio Internacional de Políticas e Práticas Curriculares
Período de realização: 5 a 7 de dezembro na UFPB
Inscrições com trabalhos até dia 30 de setembro de 2013
http://www.vicoloquio.com.br/programacao.html

Seminário Nacional do Ensino Médio
Período de realização: 27 a 20 de novembro – Mossoró/RN
Chamada para submissão de resumos: até 10 de setembro de 2013
Envio do trabalho completo: 20 de outubro de 2013
http://uern.br/eventos/senacem/default.asp?item=senacem-inscricoes

7º Seminário Educação e Leitura: criatividade e desafios
Período de realização: 11 a 14 de novembro de 2013, em Natal-RN.
Submissão de trabalhos para o evento: até 31 de agosto de 2013.
http://www.seminarioeducacaoeleitura.com.br/

II Congresso Nacional de Formação de Professores e XII Congresso Estadual Paulista sobre Formação de Educadores
Período de realização: 07 a 09 de abril de 2014, Hotel Majestic, Águas de Lindoia - SP
Submissão de trabalhos para o evento: até 28/10/13.
http://www.geci.ibilce.unesp.br/logica_de_aplicacao/site/index_1.jsp?id_evento=31

MUNDO UNIFOR - Encontros Científicos 2013
Período de realização: 21 a 26 de outubro de 2013
As inscrições já estão abertas e seguem até 25 de agosto.
www.unifor.br/encontros

XVIII Semana Universitária da UECE
Período de realização: 25 a 29 de novembro de 2013
Inscrições: até 13/09/2013.
http://semanauniversitaria.uece.br/

UFC - Encontros Universitários 2013
Período de realização: 06/Nov a 08/Nov/2013
Inscrições de Resumos: até 10/Set/2013
http://www.prppg.ufc.br/eu2013.ufc.br/

IV Colóquio de Formação Docente - URCA
Período de realização: 24 a 27 de setembro de 2013, em Crato/CE
Inscrições de Resumos: até 25 de agosto/2013
http://www.urca.br/portal/index.php/component/content/article/2246/2246

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O ENEM e o compromisso anual em desrespeitar o candidato

Errar uma vez é normal, mas não aprender com os erros anteriores é no mínimo um ato não inteligente. E mais um ano, vemos problemas sérios envolvendo o Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM.   

O ENEM é adotado por algumas universidades federais públicas como o único método avaliativo para ingresso nas dadas instituições. Por representar essa importância de concorrer a uma vaga para o ensino superior e a promessa de mudanças no ensino médio, seria óbvio que a comissão organizadora do concurso planejasse uma logística impecável, resguardando sua prova de futuras situações vergonhosas e fraudulentas.

No entanto, já é o terceiro ano consecutivo que o exame ganha destaque nacional não como êxito, mas sim com manchetes sobre vazamento de questões em escolas particulares, erros de impressão no gabarito e caderno de provas.

Que tipo de estímulo tem para fazer esse exame sabendo do risco de haver alguma polêmica, como por exemplo, a anulação da prova e qual o respaldo nacional que o MEC deseja obter para que outras instituições do ensino superior adotem a prova como único processo seletivo? 

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

E surge a polêmica dos tablets

Uma instituição do ensino privado de Fortaleza resolveu “inovar” em seu anúncio publicitário pelos outdoors da cidade. A polêmica está pelo fato de que a escola querendo estar na vanguarda das novas tecnologias, idealiza substituir os livros por tablets. Veja na imagem abaixo.

O uso do tablet não devem anular a funcionalidade do livro. As novas tecnologias estão aí para complementar no processo de ensino e aprendizagem. Muito ousado e também anti-pedagógico expor como a escola pensa sobre a implementação dessa tecnologia na instituição. A questão que trago não é ser retrograda frente as novas tecnologias, eu pessoalmente, admiro como essa tecnologia pode auxiliar o trabalho dos professores em sala de aula. Não é impondo (pois eu sinto que a ideia vai ser difusa entre as grandes escolas da capital), um método é que alcançaremos uma educação de qualidade, o caso vai além disso. Refletir e discutir de que modo mais sensato de articular a tecnologia com o que já é existente.